Novos Tempos

Faz tanto tempo que não escrevo, faz tanto tempo que não desabo e deixo tudo cair. Não sei o que mudou, se foram as pessoas, se foi o caráter, se foi a falta de empatia pelo próximo. O amor que sentia pelo mundo, pelas folhas, pelas flores, por tudo. Mudou. Ainda não sei se para melhor ou não. Não sei onde me perdi nesta vida, não me lembro bem. Tudo que eu fazia era amar. Só amar. Hoje pensamos uma, duas, três ou mais vezes antes de dizer uma palavra, antes de dar um abraço. Não sei qual a pedra que me fez cair e sem perceber, ficar parada no tempo. Ficar parada no mesmo lugar. Acomodar-me a situação de dor, as situações que a vida nos coloca. O tal destino, Karma ou escolhas, chame do que preferir. Eu me perdi. Há dias que eu me encontro com facilidade, há dias que nem sei quem sou. Os dias que não grito são os que mais sinto dor. Os dias que explodo são os que mais me aliviam, o vento parece soprar com amor minhas feridas expostas. Amor e ódio andam completamente juntos e ao mesmo tempo separados, uma linha tênue divide meu mundo. Tem dias que sou só amor, tem dias que sou só dor. A minha cura não está em um lugar, em um remédio, em alguém, minha cura não cai do céu. Minha cura vem como quem não quer nada, ela está nas flores, nos livros, na poesia, na música, nas curvas, no mar. Minha cura está em viajar.

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