Não sinto por ser eu mesma

Borboletas na barriga invadem e renascem das cinzas, meu corpo mal habitado, pouco lembrado e cheios de marcas, são provas de amores inacabados, amores mal usados e amores roubados.
Sinto por ter sido aquela que fecha os olhos e acolhe sem pressa, sabendo que será machucada, magoada e dilacerada.
Sinto por cada palavra dita e não ouvida com o coração.
Sinto por ser poeta e colocar flor no buraco de dor.
Sinto por ser aquela que diz não ligar quando a xingam.
Sinto por ser aquela que de tanto sentir, precisa ser aquela que não sente nada.
Sinto muito por ser eu mesma e mesmo assim não me respeitarem, porque se eu fosse outra…
Eu não seria eu.

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